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Tite escala time dos sonhos em Museu da Seleção, mas deixa ataque em aberto

Treinador destaca ídolos de 1970 a 2002 e se isenta de escolher entre Ronaldo Fenômeno, Romário, Careca, Jairzinho, Tostão e Rivaldo.

Por GE

12/02/2018 às 16h00 • atualizado em 12/02/2018 às 16h44

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Mais do que apenas treinador da seleção brasileira, Tite sempre foi um torcedor ferrenho do Brasil. Ainda criança, o pequeno Adenor acompanhava os jogos de Copa do Mundo e tinha o futebol como grande elo de ligação com o pai – um italiano duro – e o irmão. O amor só cresceu ao longo dos anos, assim como o envolvimento com a Seleção. Hoje, prestes a disputar o Mundial na Rússia, Tite tem a missão de montar a equipe que pode trazer o hexacampeonato. Durante visita ao Museu da Seleção, na sede da CBF, com o Esporte Espetacular, o treinador fez um exercício de escalar os maiores desde a conquista do tri, em 1970, até a do penta, em 2002. Só houve um “probleminha”: definir a melhor dupla de ataque.

– O Ronaldo é impressionante. O Ronaldo Fenômeno. Nunca um adjetivo foi tão bem colocado. E fenômeno porque com velocidade, com drible, com finalização, box a box, bico a bico da área. Só o cabeceio dele que era meio (ruim). O Romário ali na caixinha não tinha jeito. Bebeto: capacidade de improviso impressionante. Careca foi o maior. A dificuldade de seguir o raciocínio dele, o que ele fosse executar, pela inteligência, a sintonia, era impressionante. Jairzinho, na conclusão, a força, o contato físico e acompanhava na linha de raciocínio também. Tostão se auto denominou o “facilitador da jogadas”, sempre tinha opção com ele. E Rivaldo, talvez o maior nome de 2002. Falei e não escolhi ninguém, vocês escolham – brincou Tite.

Nas as outras posições, o time ficou com Marcos e Taffarel para o gol. Leandro e Carlos Alberto Torres na lateral direita. Os zagueiros Juan e Oscar. Atuando como volantes, Tite escolheu Clodoaldo e Falcão. Roberto Carlos e Junior na lateral esquerda e no meio-campo o treinador prefere Pelé, Zico, Gerson e Rivelino. Mas, quando o assunto é atualidade, não tem como não falar de Neymar.

– Tive a felicidade de trabalhar com o Neymar agora e vou repetir o que eu disse: é um garoto que tem um coração desse tamanho. Só quem convive com ele sabe. Estou convivendo agora e é por isso que estou falando. E não estou falando depois de um ano e meio, assumindo a Seleção, necessitando de resultando e dando moral para o cara. Estou falando de forma conscienciosa. Há uma exposição muito grande e uma vez eu disse pra ele: “Neymar, quando tu assume uma posição no mais alto nível, vão ter pessoas que vão te amar, idolatrar, e você tem essa responsabilidade. Mas vão ter os invejosos, aquelas pessoas que vão procurar a cada situação, pegar o lado negativo. Tem que saber absorver isso. Não quer dizer que acertos e erros não aconteçam, por exemplo reclamar demais da arbitragem. Chamei ele e disse: “Está errado, você não pode fazer isso, tem que estar mentalmente forte. Deixa o árbitro e deixa o adversário, vai jogar. Com todo talento que tu tem, se reclamar da arbitragem, sabe o que os caras vão fazer? Eles vão ver que tu reclamou e aí, o cara, que te bateu, e o árbitro, que não deu, vão estar isentos do erro e vão passar batidos”.

Além disso, Tite também destacou dois momentos do time do Brasil que marcaram a sua vida: o trabalho de Carlos Alberto Parreira no tetracampeonato, em 1994, e a boa safra de talentos que a Seleção teve em 2002, no penta.

– Enaltecendo o trabalho de um técnico, sem desmerecer outros tantos, foi dos títulos que eu vi, a partir de 1970, onde a organização da equipe, através do Parreira, foi fundamental para a equipe ser campeã. Se nós pegarmos as gerações individuais, 2002 tem uma geração de talentos impressionante, quando pega Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho, Rivaldo, jogando o seu melhor. Muito mérito do Ronaldo Fenômeno ser recuperado dentro da Seleção, mas jogando no mais alto nível. Tem Roberto Carlos, Cafu… A equipe de 2002 tem valores técnicos individuais impressionantes.

Confira abaixo os escolhidos por Tite no time dos sonhos de 1970 a 2002:
Goleiros: Marcos e Taffarel
Laterais-direitos: Leandro e Carlos Alberto Torres
Zagueiros: Juan e Oscar
Laterais-esquerdos: Junior e Roberto Carlos
Volantes: Falcão e Clodoaldo
Meio-campistas: Pelé, Gerson, Rivellino e Zico

GE

Fonte: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/tite-escala-time-dos-sonhos-em-museu-da-selecao-mas-deixa-ataque-em-aberto.ghtml

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