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Corinthians sai no lucro de primeira final, e título da Copa do Brasil ainda é viável

Timão produz muito pouco fora de casa, mas só leva 1 a 0 do Cruzeiro. Em Itaquera, com torcida a favor e ambiente de decisão, virada (mesmo com time limitado) é possível

Por GE

11/10/2018 às 09h02 • atualizado em 11/10/2018 às 09h03

Apesar da atuação muito ruim em Belo Horizonte, o Corinthians volta para casa no lucro (Foto: Marcos Riboli)

A decisão da Copa do Brasil poderia ter acabado para o Corinthians nesta quarta-feira, se Cássio não tivesse mais uma noite de milagres, se a trave não estivesse ao lado dos alvinegros, se o Cruzeiro, vencedor da primeira partida da final por 1 a 0, não se acomodasse tão cedo com o resultado.

Apesar da atuação muito ruim em Belo Horizonte, o Corinthians volta para casa no lucro. Com um placar possível de ser invertido, o título da Copa do Brasil ainda é viável para o Timão, ainda que seja menos provável do que a vitória sobre o Flamengo na semifinal.

A missão, de fato, será bem mais difícil do que aquela contra o Flamengo, quando obteve um empate sem gols no jogo de ida:

A própria vantagem de um gol do Cruzeiro fará o Corinthians abandonar a postura defensiva e ficar sujeito a contra-ataques;
Além disso, ao contrário do Fla, o time de Mano Menezes é muito consistente na defesa e deve apresentar maiores dificuldades à criação corintiana;
No segundo semestre, a única vez em que o Timão ficou atrás num mata-mata acabou eliminado – contra o Colo-Colo, nas oitavas da Libertadores;
Fora de casa, o Cruzeiro venceu todas as suas partidas na Copa do Brasil, contra Atlético-PR, Santos e Palmeiras (apesar de nunca ter ganhado em Itaquera na história).
Mas, por que a derrota em Belo Horizonte ainda é lucro?

Simples: o resultado magro significa que um golzinho é suficiente para levar a decisão aos pênaltis, no mínimo. E a decisão é em casa, com a Arena inflamada, em clima semelhante àquele da semifinal. A torcida jogou junto e empurrou uma equipe limitada até a decisão.

E o jogo?
O time do Corinthians é limitado, e não poderia ter outra postura que não fosse se defender, apostar em um ou outro contra-ataque e segurar o melhor resultado possível no Mineirão.

Dito isto, o Corinthians se portou tal qual contra o Flamengo, num 4-1-4-1 sem a bola, com todo mundo atrás da linha do meio de campo, bloqueando espaços pelo meio e fazendo o rival usar as laterais. E aí começaram os problemas…

Com Egídio em noite inspirada e Fagner recém-recuperado de lesão, o Cruzeiro explorou muito o lado direito da defesa corintiana. Thiago Neves, livre entre as linhas corintianas, fez o que quis, acertou a trave num chute, exigiu grande defesa de Cássio em outro, e apareceu sozinho na área, nas costas de Danilo Avelar, para abrir o placar em gol de cabeça – que começou com Egídio, vencendo Romero na marcação.

Depois disso, o resultado ficou praticamente definido diante de um Corinthians, de novo, sem qualquer força para incomodar o goleiro Fábio. Assim como fez contra o Flamengo, o Timão não acertou uma finalização sequer no gol do Cruzeiro. Jadson, ilha de talento no setor ofensivo, pouco pôde fazer.

Claro que Jair Ventura está em início de trabalho e tem seus méritos ao arrumar (parcialmente) a defesa. É pouco, porém, para sonhar com grandes títulos. Mas esta Copa do Brasil, a um jogo do fim, é diferente. E com todas as limitações, ainda é possível sonhar com aquela que seria a conquista mais improvável do Corinthians em sua história recente.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/analise-corinthians-sai-no-lucro-de-primeira-final-e-titulo-da-copa-do-brasil-ainda-e-viavel.ghtml

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