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A dois jogos da aposentadoria, Falcão revela preocupação com formação de novos ídolos

Prestes a deixar as quadras, maior jogador de futsal de todos os tempos afirma que jovens craques precisam criar mais identificação com o público: "Saem do país muito cedo"

Por GE

28/11/2018 às 07h23

Falcão na semifinal contra o Pato no último domingo (Foto: Guilherme Mansueto/Magnus)

Derrotado na semifinal da LNF, no último domingo, Falcão se prepara para o último ato da sua carreira. Aos 41 anos, o maior jogador de futsal de todos os tempos tem como desafio derradeiro a final da Liga Paulista, que será disputada em dois jogos a partir desta quinta-feira – será a terceira decisão de Estadual seguida entre Sorocaba e Corinthians. Ao falar sobre aposentadoria, Falcão revelou preocupação com o futuro da modalidade, em especial com a formação de novos ídolos no Brasil, uma vez que o camisa 12 ainda reina absoluto no quesito idolatria do futsal.

– A responsabilidade de ser o Falcão é muito grande. No futebol você tem muitos ídolos, no vôlei você teve a Geração de Prata e depois vieram os times campeões olímpicos. No futsal nesses 20 anos você teve o Manoel Tobias e depois teve essa transição para mim. Para mim, Falcão, é muito bom, mas para o esporte não. Teria que ter essa mudança de direcionamento, porque temos que negociar patrocinadores. Temos sempre bons jogadores aparecendo, só que quando eles começam a se destacar vão embora, perdendo muito da identificação com a torcida – disse Falcão.

Com 20 anos de serviços ininterruptos prestados à seleção brasileira, o camisa 12 citou como exemplos o ala Bateria, que deixou o país novo para atuar no futsal espanhol, e o colega de Sorocaba, Marcel, que está de malas prontas para jogar no Velho Continente em 2019.

– O Bateria, por exemplo, começou a se destacar e foi jogar fora. Converso muito com os meninos para dar esse toque a eles. O Marcel, que está se destacando, vai para a Espanha no ano que vem. O Lino, pelo que eu sei, fica no Brasil até o Mundial 2020, e pode ser que ele seja a esperança para o nosso esporte nos próximos anos – destacou.

Com 401 gols em 258 jogos pela seleção brasileira, Falcão também lamenta que o futsal ainda não tenha se tornado esporte olímpico. Segundo o jogador, é hora de jogadores e lideranças da modalidade se reunirem com a Fifa para cobrar uma mudança.

– O futsal olímpico não depende só do futsal. Quem comanda o futsal é a Fifa e nós temos o azar de a Copa do Mundo ser no mesmo ano da Olimpíada. A Fifa liberar o futsal para a Olimpíada mataria a Copa do Mundo. Todo mundo quer o futsal olímpico, é uma meta minha, mas ninguém se reúne para conseguir isso. Futsal depende de uma reavaliação de calendário envolvendo Fifa e COI. É uma intenção minha reunir os capitães das seleções para criar uma ação efetiva para isso – revelou.

Sobre os momentos finais da carreira, Falcão contou que quer desfrutar ao máximo as duas partidas contra o Corinthians, embora o corpo já peça um descanso.

– 2018 está sendo um ano especial. Conseguimos ser bicampeões do mundo, estamos na final do Paulista e chegamos na semifinal da Liga Nacional. Em quatro anos o nosso clube já conquistou muita coisa. Em termos pessoas está sendo um ano difícil para mim, pois é o ano que eu vou parar de jogar. Estou convivendo com muitas dores há vários meses, só jogo e tento me retirar para me recuperar. Além da dor no pé, tenho sentido dor nas costas, que me deram como hérnia de disco. Estou contando os dias para acabar, mas querendo aproveitar muito esses últimos momentos que serão especiais – finalizou.

Sorocaba e Corinthians decidem a Liga Paulista de Futsal em dois jogos. O primeiro será nesta quinta, às 19h, na Arena Sorocaba. Já o jogo 2 está marcado para o dia 6 de dezembro, no ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge. O SporTV transmite as duas partidas ao vivo.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/eventos/futsal/noticia/a-dois-jogos-da-aposentadoria-falcao-revela-preocupacao-com-formacao-de-novos-idolos.ghtml

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