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Betway apresenta discussão sobre os estaduais e a pergunta fica: até quando eles vão durar?

Quem disputa a Série A e a Série B tem razões para não se preocupar tanto com o estadual.

Por Luana Biral

20/01/2022 às 12h41

Fonte: Pixabay

Quem gosta e acompanha o futebol brasileiro sabe que o começo do ano é época dos estaduais. Os campeonatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e em todo o país tomam os primeiros meses do ano, mas a atenção dada pelos torcedores é cada vez menor, inclusive nas comemorações do título.

O site de apostas esportivas online Betway fez uma extensa matéria sobre o assunto, relatando não só essa queda em importância, sendo que até os anos 70 ser campeão estadual era uma honra enorme e depois aos poucos foi caindo por causa do valor dado ao Campeonato Brasileiro e a Libertadores, mas também as diferenças regionais e dos clubes.

Quem disputa a Série A e a Série B tem razões para não se preocupar tanto com o estadual. Ainda mais porque o calendário pode ser recheado com Copa do Brasil e Libertadores ou Sul-Americana ainda. No caso dos clubes do Nordeste, ainda tem a Copa do Nordeste.
Mas e os clubes menores, para os quais o Estadual é a única ou disparada a maior competição? No texto da Betway é trazido o exemplo do Atlético Cearense, antigo Uniclic. A competição é a oportunidade de entrar em campo e também mostrar seus talentos para fazer algo que todo clube, não importando a série, tradição ou história precisa fazer: negociar jogadores.

Não é uma solução fácil

A manutenção dos estaduais e sua grande duração é uma decisão política, como aponta a reportagem, já que as federações estaduais obviamente querem a manutenção do status quo e elas elegem o Presidente da CBF. Mas aos poucos os clubes grandes estão tirando suas estrelas de campo e dando ao Estadual outro peso.

O Athletico é um exemplo disso, jogando o Paranaense até com times de aspirantes. Outros clubes não chegaram tão longe, mas costumam poupar jogadores e até desmerecer os campeonatos. O Palmeiras chegou a chamar a competição estadual de Paulistinha ao perder a final para o Corinthians em 2018.

Mas se clubes que disputam as principais competições podem virar a cara para o Estadual, mesmo que o Paulista, por exemplo, ainda dê retornos financeiros muito maiores que o resto, clubes de outros estados não podem fazer o mesmo. Seja até clubes grandes e médios que não estão mais nos primeiros patamares do futebol nacional e especialmente os pequenos, que precisam negociar jogadores, aproveitar a vitrine e até ter renda de televisão e estádio quando os grandes vão até suas cidades. Ganhar jogos também não faz mal a ninguém.

Simplesmente acabar com o Estadual é tirar a rede de segurança que protege minimamente os clubes sem tanta ou nenhuma relevância nacional e internacional para beneficiar alguns clubes grandes, que já tem as maiores cotas de televisão, patrocínios, vitrines para expor seus jogadores e torcidas para encher os estádios.

Ao mesmo tempo, a presidente do Atlético Cearense, Maria José Vieira, entrevistada pela Blog da Betway, apontou sem receios: “Com todo respeito, você acha que vai ter bilheteria em Atlético Cearense x Crato?”

Manter competições deficitárias, que são muito longas, que não tem grande qualidade técnica e cada vez mais não são do interesse do torcedor é um erro. As datas das competições foram diminuídas, mas elas ainda duram desde o fim de janeiro até abril, encurtando o que poderiam ser pré-temporadas maiores dos clubes e concentrando o Campeonato Brasileiro, as fases decisivas da Libertadores/Sul-Americana e a Copa do Brasil para o segundo semestre. Ou seja, é um efeito dominó que pode trazer lesões, desfalques, prejuízos técnicos e financeiros e um decréscimo nos jogos que verdadeiramente importam.

Muitos que acompanham o futebol tem suas soluções para esse problema, mas alguém sairá prejudicado. Encurtar ainda mais os estaduais, criar divisões nacionais extras, que sejam regionais pelo menos em suas fases iniciais para melhorar a logística, pode ser uma solução que muda muita coisa e tenta criar algo novo sem prejudicar tanto os clubes pequenos e destruir o antigo, nossa tradição.
Quando isso será feito é uma dúvida que todos têm.

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