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Presidiárias usam o esporte para seguir em frente na Paraíba

Jogos das Reeducandas do Presídio Júlia Maranhão, em João Pessoa, visa reabilitar as detentas através da prática esportiva. O evento é realizado em homenagem ao Mês da Mulher

Por Globo Esporte PB

11/03/2018 às 11h08

(Foto: Divulgação/Presídio Júlia Maranhão)

As mulheres no esporte paraibano também estão reclusas e esquecidas pela sociedade dentro de unidades prisionais onde pagam penas. Sem liberdade, as detentas do Presídio Júlia Maranhão, em João Pessoa, veem no esporte uma fuga da realidade em que vivem e renovam as forças visando a reabilitação na sociedade. No esporte, elas passam de invisíveis para existentes, resistentes e presentes. O contato com as práticas esportivas se dá através da realização dos Jogos das Reeducandas, que fará a sua quinta edição em 2018, e ainda em atividades semanais realizadas na unidade.

O Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão fica no bairro de Mangabeira, na capital paraibana, e conta com aproximadamente 300 detentas em regimes fechado e aberto. Com penas, histórias e personalidades distintas, essas mulheres se unem anualmente em prol do esporte na realização dos Jogos das Reeducandas, promovido pelo Governo Estadual através da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

A opção em realizar os jogos para promover a reabilitação das reclusas se dá devido às potencialidades que a prática esportiva proporciona. Para a diretora do presídio, Mirtes Daniele os jogos modificam a postura das mulheres dentro da unidade e ainda preparam para o contato com o mundo para além dos muros altos do presídio.

– A realização desses jogos é muito importante para as detentas, visto que é um trabalho em equipe. E esse tipo de trabalho melhora a disciplina, o convívio dentro da unidade e cria laços entre as meninas, o que acaba diminuindo os conflitos internos e a ociosidade. Elas sabem que precisam ter disciplina para participar e, por isso, muitas vezes, os jogos modificam a vida delas fora daqui – declarou a diretora Mírtes Daniele.

Por trás das grades, as detentas abraçam o esporte com a mesma força com que sonham em findar a saudade familiar e da liberdade. As mulheres se dividem em equipes para competir pelas quatro modalidades disponíveis: atletismo, futebol, vôlei e baleado.

Os jogos são encarados com seriedade. As equipes precisam de integrantes com disciplina – caso contrário, não participam – e se concentram nos treinamentos nas datas próximas à realização do evento. O projeto MoveMente, desenvolvido dentro da unidade, também prepara as competidoras através de aulas de dança e movimentos corporais.

Além da disputa nas quatro modalidades, vão acontecer também atividades culturais e recreativas visando reduzir o ócio diário das apenadas privadas de liberdade e incluí-las nas comemorações do mês da mulher. Os Jogos vão durar três dias e ter, na abertura oficial, o desfile das participantes e apresentação do coral formado pelas reeducandas.

Para o secretário de Juventude, Esportes e Lazer da Paraíba (Sejel), José Marco, a importância do esporte surge também como meio de integração aliado à diversão e à educação. levando uma oportunidade de lazer e esporte para as mulheres do Presídio Júlia Maranhão.

– O esporte é um dos principais segmentos para integrar as pessoas, além de associar com a saúde e o bem-estar. O Governo do Estado sempre vem movimentando a prática do esporte nos mais diversos recantos da Paraíba – frisou.

Apesar de ser uma competição, os Jogos das Reeducandas promove a humanização do ambiente carcerário da penitenciária através da ajuda mútua entre as apenadas e dos valores impregnados nas práticas esportivas. A bandeira do esporte muda a vida das detentas que enxergam na atividade uma opção de seguir em frente de forma mais digna.

Os Jogos, que vão começar no dia 14 de março e vão até o dia 16, contrastam com os problemas conhecidos pela sociedade sobre as unidades prisionais brasileiras e centra as atenções em respeitar e garantir o respeito aos direitos humanos, usando o esporte como uma ferramenta para melhorar a disciplina e o convívio entre as mulheres reclusas.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/sonhos-alem-das-grades-presidiarias-usam-o-esporte-para-seguir-em-frente-na-paraiba.ghtml

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