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Caboclo assume a CBF com a bênção da Fifa e o desafio de sair da sombra de Del Nero

Aos 46 anos, dirigente é da mesma geração que os presidentes da Fifa e da Conmebol

Por Globo Esporte

09/04/2019 às 08h33

Rogério Caboclo e Edu Gaspar em treino da Seleção durante a Copa da Rússia (Foto: Tossiro Neto)

Começa formalmente nesta terça-feira o primeiro mandato de Rogério Caboclo como presidente da CBF. Ex-diretor financeiro e ex-diretor-executivo de gestão da entidade, o paulistano de 46 anos foi eleito há um ano, em abril de 2018, depois que o então presidente, Marco Polo Del Nero, foi banido pela Fifa de todas as atividades relacionadas a futebol.

O mandato de Caboclo vai até abril de 2023, com possibilidade de uma reeleição. Ele terá oito vices, todos cartolas veteranos:

Antônio Aquino Lopes, presidente da Federação do Acre desde 1984
Antonio Carlos Nunes, ex-presidente da CBF
Castellar Guimarães, ex-presidente da Federação Mineira (2014-2018)
Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da Federação Bahiana (2000-2018)
Fernando Sarney, vice-presidente da CBF desde 2004
Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha desde 2004
Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF desde 2014
Marcus Vicente, ex-presidente da Federação do Espírito Santo (1995-2015)

Acusado de vários crimes de corrupção pela Justiça dos Estados Unidos, Del Nero conseguiu fazer de Caboclo o candidato único na eleição do ano passado. Para isso, deixou no caminho Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol. Del Nero nega as acusações.

Nesse último ano, a CBF foi comandada interinamente pelo vice mais velho de Del Nero, Antonio Carlos Nunes, coronel reformado da Polícia Militar do Pará. Mas isso só na teoria. Na prática, todas as decisões importantes da confederação (como renovar o contrato de Tite após a Copa) foram tomadas por Caboclo.

O novo presidente da CBF é da mesma geração de seus pares na Fifa (Gianni Infatino tem 49 anos) e da Conmebol (Alejandro Domínguez tem 47). Também compartilha com os dois a tarefa de substituir dirigentes que terminaram suas trajetórias marcadas por denúncias de corrupção.

Infantino e Domínguez não têm nenhum pudor em criticar Joseph Blatter (presidente da Fifa entre 1998 e 2015) e Nicolas Leoz (presidente da Conmebol de 1986 a 2013). Quando foi eleito, há um ano Rogério Caboclo citou Del Nero e lhe desejou “toda a sorte nos desafios que enfrenta”.

Dirigentes de clubes e federações esperam que Rogério Caboclo anuncie mudanças importantes em seu discurso de posse nesta terça-feira. A primeira delas foi antecipada nesta segunda-feira pelo GloboEsporte.com: a contratação do ex-árbitro e ex-comentarista Leonardo Gaciba como chefe do departamento de arbitragem.

Um exemplo do que Caboclo pretende fazer à frente da CBF pôde ser visto há quase dois meses, no Congresso Técnico do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, uso do árbitro de vídeo foi aprovado. O dirigente também tentou limitar o número de troca de treinadores durante a competição, mas a ideia foi barrada pelos clubes.

A chegada de Caboclo ao poder também é amplamente aguardada por Conmebol e Fifa, que já não aguentavam viver com a incomum situação do futebol brasileiro. Entre 2015 e 2018 a CBF foi comandada por Del Nero, um dirigente que não viajava para evitar ser preso – e que portanto não sentava às mesas onde o futebol sul-americano e mundial tomava decisões).

Depois disso, houve o período do Coronel Nunes, que ficou marcado pelo desastrado voto no Marrocos na eleição que decidiu a sede da Copa do Mundo de 2026. O Brasil (assim como toda a Conmebol) havia combinado votar na candidatura tríplice formada por EUA, Canadá e México. Mas durante o Congresso da Fifa realizado em Moscou, em junho de 2018, Nunes traiu o acordo.

O voto desatou a ira de cartolas da Conmebol e causou perplexidade na Fifa. Dirigentes da América do Sul pediram publicamente a cabeça de Nunes. Rogério Caboclo e Fernando Sarney (vice da CBF e representantes do Brasil no Conselho da Fifa) quem apagaram o incêndio.

A solução encontrada foi manter Nunes no Conselho da Conmebol, mas não deixá-lo participar de nenhuma das reuniões da confederação sul-americana. Nunes continuou a receber o salário de US$ 20 mil (R$ 77 mil) mensais, mas o Brasil sempre era representado por outros dirigentes.

Em Zurique, Caboclo é citado como a esperança de “normalização” da CBF. O fato de o Brasil ter sido escolhido como sede do Mundial Sub-17 deste ano – em substituição de última hora ao Peru – é citado na Fifa como uma demonstração na capacidade de Rogério Caboclo e sua equipe.

Fonte: Globo Esporte - https://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/caboclo-assume-a-cbf-com-a-bencao-da-fifa-e-o-desafio-de-sair-da-sombra-de-del-nero.ghtml

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