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Análise: às vezes é chato ver o Palmeiras jogar, mas mais chato deve ser enfrentá-lo

Pouco ameaçado, time de Felipão chega às oitavas da Libertadores com a melhor campanha

Por Tossiro Neto — São Paulo

09/05/2019 às 10h12 • atualizado em 09/05/2019 às 10h13

Análise do jogo do Palmeiras

Eu não tiro a razão de quem diz que, com os jogadores que tem, Luiz Felipe Scolari poderia fazer do Palmeiras um time de futebol mais vistoso. Muita gente vai afirmar isso (de novo) quando comentar nesta quinta-feira a magrinha vitória por 1 a 0 sobre o San Lorenzo, conquistada num frango do goleiro adversário.

Às vezes, como foi na noite da última quarta-feira, é chato ver esse Palmeiras jogar. Os grandes jogos da equipe, principalmente nesta temporada, têm sido exceção. Geralmente faltam jogadas bonitas – entenda “bonitas” basicamente por jogadas que envolvam o rival – e sobram chutões…

Mas eu fico imaginando quão chato deve ser, na verdade, jogar contra esse time.

Jogar contra os zagueiros Luan e Gustavo Gómez, dupla que não lamenta uma bola na rede há 790 minutos. Contra o goleiro Weverton, que, como ele receita em todas as suas entrevistas, parece sempre preparado para as poucas bolas que chegarão a ele. Foram só quatro na quarta-feira.

Jogar, em resumo, contra uma equipe que dificilmente é vazada. A melhor defesa da Libertadores até aqui, com um único gol sofrido. Aquele gol da derrota justamente para o San Lorenzo, em Buenos Aires, quando houve um raro momento de desobediência tática e desatenção coletiva.

Estar seguro defensivamente deixa o Palmeiras sempre mais próximo da vitória. Ainda que, para isso, seja necessário alguém falhar, a exemplo do que aconteceu com o goleiro Monetti, do San Lorenzo, que aceitou chute de fora da área de Gustavo Scarpa, aos 24 minutos da etapa final.

Até então, o goleiro não tinha sido exigido. As finalizações palmeirenses no primeiro e no segundo tempos eram muito longe do alvo – um problema recorrente desse time, que, ainda assim, fez 13 gols e conseguiu terminar também como o melhor ataque da fase de grupos.

Sim, às vezes é chato ver esse Palmeiras jogar. Um Palmeiras em alguns momentos previsível, de pouca inspiração, de muita bola levantada (foram 13 contra o San Lorenzo), mas com aproveitamento vitorioso. São apenas duas derrotas em 2019.

É válido o debate sobre o futebol praticado. Sobretudo porque, se vem fazendo boas campanhas de pontos corridos, o time de Felipão também tem fracassado em mata-matas. E, depois de ter conquistado a melhor campanha da fase de grupos, os próximos confrontos da Libertadores serão eliminatórios.

Antes disso, a missão é tomar do Atlético-MG a liderança do Campeonato Brasileiro, em confronto direto no domingo, em Belo Horizonte. Quer missão mais legal?

Fonte: Tossiro Neto — São Paulo - https://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/analise-as-vezes-e-chato-ver-o-palmeiras-jogar-mas-mais-chato-deve-ser-enfrenta-lo.ghtml

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