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Precisava ser tão sofrido? Flamengo se impõe, avança, mas pontaria e Pará quase põem tudo a perder

Rubro-Negro cria muito, mas peca na eficiência e, apesar de poucos sustos, sofre até o fim no Campeón Del Siglo. Empate por 0 a 0 com o Peñarol garante vaga nas oitavas de final da Libertadores

Por Marcelo Baltar — Montevidéu, URU

09/05/2019 às 10h19

Jogo do Flamengo

A dúvida sobre como o Flamengo se portaria contra o Peñarol foi desfeita com poucos minutos de jogo. No empate por 0 a 0, o time de Abel Braga foi para Montevidéu jogar bola. Deixou a pressão e o extra-campo de lado, concentrou em impor seu jogo, foi muito superior e avançou merecidamente às oitavas de final da Libertadores. Mas precisava ser tão sofrido?

O Flamengo complicou um jogo em que foi melhor. Criou, mas não foi eficiente. É raro ver um time perder tantos gols. Foram ao menos oito grandes oportunidades. Algumas claríssimas. A falta de pontaria não fez falta no fim, mas poderia ter custado caro. Especialmente, após a expulsão de Pará.

O estádio tinha um ar intimidador, a torcida do Peñarol cantou alto, mas em nenhum momento o Flamengo pareceu intimidado. Suportou bem qualquer tentativa de pressão inicial dos uruguaios, sem correr riscos. Portou-se como time grande, mas teimou em errar o gol. Gabigol, por exemplo, teve quatro chances claras. Vitinho e Arrascaeta também desperdiçaram ótimas oportunidades.

As chances criadas deram a impressão de que o Flamengo iria achar seu gol a qualquer momento, mas o receio de um gol do Peñarol em uma bola perdida sempre esteve presente. E parecia que a expulsão de Pará, aos 18 minutos da etapa final, colocaria tudo a perder. O time sentiu o baque inicial, passou sufoco por alguns minutos, mas logo se reencontrou. Mesmo com um jogador a menos, controlou o jogo até o fim sem grandes sustos e se classificou em primeiro lugar no Grupo D.

Outras observações
Após quase um mês Abel Braga voltou a usar a formação original, com Gabigol de centroavante e Bruno Henrique pela esquerda. A dupla não esteve com a pontaria afiada, mas a engrenagem do Flamengo voltou a funcionar melhor. Everton Ribeiro e Arrascaeta jogaram demais. Cada um na sua. O camisa 7 pela direita e o uruguaio centralizado. É bom ressaltar que todos tiveram liberdade, não ficaram restritos a um lugar específico e se movimentaram bastante.

Pará recebeu cartão amarelo no primeiro tempo. Não seria prudente substituí-lo no intervalo? Em um jogo tenso foi um risco mantê-lo em campo. Rodinei entrou, e a opção por sacar Bruno Henrique pareceu equivocada. Gabigol não estava bem, e o Flamengo perdeu velocidade. Abel logo corrigiu com a entrada de Vitinho no lugar do camisa 9. E Diego entrou bem para cadenciar o jogo.

A zaga do Flamengo teve uma grande noite. Rodrigo Caio até errou um passe ou outro na saída de bola – algo raro -, mas foi impecável no momento em que o Peñarol ensaiou pressionar. O zagueiro ganhou todas pelo alto. Menções honrosas para Willian Arão e Léo Duarte. Cuéllar, como sempre, foi incansável.

Fonte: Marcelo Baltar — Montevidéu, URU - https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/precisava-ser-tao-sofrido-fla-se-impoe-avanca-mas-pontaria-e-para-quase-poem-tudo-a-perder.ghtml

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