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Fla vive último capítulo de drama de estádio e deixa de arrecadar com atraso da Ilha

O clássico contra o Botafogo foi confirmado pela CBF para Volta Redonda, depois do atraso do Flamengo na entrega da documentação de liberação do Corpo de Bombeiros.

Por Priscila Belmont

01/06/2017 às 09h13

Arena da Ilha não deve ser o palco do clássico Flamengo x Botafogo Arena da Ilha não deve ser o palco do clássico Flamengo x Botafogo Foto: PABLO JACOB / Agência O Globo

“Esperamos que seja na Ilha, mas se tiver que jogar em Volta Redonda ou no Maracanã vamos jogar”. A frase do meio-campo Willian Arão resume bem o ponto de interrogação que se tornou o tema estádio no Flamengo há algum tempo. A Arena da Ilha ainda não estará apta para a estreia no domingo mesmo quase cem dias depois do prometido. O clássico contra o Botafogo foi confirmado pela CBF para Volta Redonda, depois do atraso do Flamengo na entrega da documentação de liberação do Corpo de Bombeiros.

O clube enviou por email na terça-feira à noite o laudo que liberava o projeto contra incêndio e pânico do estádio, mas a CBF só recebeu em mãos ontem de manhã o que faltava, e não teve a boa vontade esperada. O Corpo de Bombeiros informou através de sua assessoria que o clube só enviou o projeto na terça-feira para aprovação no mesmo dia, e negou lentidão no processo.

“A corporação informa que o Flamengo apresentou no dia 30/05 o novo projeto com as alterações necessárias. Logo, não se trata de morosidade do CBMERJ”.

O investimento de quase R$ 15 milhões em obras na Arena da Ilha segue sem o retorno esperado. A expectativa era de lotação só com sócios-torcedores. A estreia agora passa para o dia 14 de junho contra a Ponte Preta, às 21h45. Contra o Botafogo, 11h de domingo, o Raulino de Oliveira em Volta Redonda será o palco mesmo depois das tentativas pelo Maracanã. Agora, o Flamengo terá tempo suficiente para dar ao seu novo estádio todas as condições de receber a torcida no segundo semestre.

Nota do Flamengo

“O Clube de Regatas do Flamengo obteve nesta quarta-feira (31) todas as aprovações nas instâncias necessárias para mandar seus jogos nos próximos cinco anos e meio no estádio da Ilha do Governador.

Em novembro de 2016, o Flamengo entrou em acordo com a Associação Atlética Portuguesa para a utilização de seu estádio por um período de três anos, prorrogáveis por mais três. Em janeiro de 2017, após a contratação de empresas de renome no mercado de construção civil e arquitetura, iniciaram-se as obras visando modernizar todas as instalações esportivas, aumentar a segurança para os torcedores e ampliar a capacidade de público para aproximadamente 20 mil pessoas.

As obras transcorriam normalmente até que os engenheiros responsáveis se depararam com um sério e antigo problema, que se imaginava já ter sido solucionado, em uma tubulação de águas pluviais localizada debaixo da arquibancada do setor Leste, fato que poderia colocar em risco a integridade física e a segurança da torcida. Sob a rigorosa supervisão dos órgãos competentes, o Flamengo realizou toda a obra de transposição do referido canal, que agora passa atrás da arquibancada.

Em março, começaram as vistorias dos mais diversos órgãos públicos responsáveis pela liberação do estádio para a realização de partidas. O Flamengo seguiu rigorosamente todas as inúmeras determinações destes órgãos a respeito de questões relativas à segurança e ao conforto para torcedores, atletas e profissionais que frequentarão o local. Neste processo, cabe salientar os diversos elogios recebidos pelo Clube, inclusive do Conselho Regional de Engenharia, na condução profissional e criteriosa das obras realizadas.

Nos últimos dias, o Flamengo fez o que esteve ao seu alcance para atender o prazo estabelecido pela CBF para a realização do jogo pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. A despeito de todo o esforço, isso não foi possível em função de questões burocráticas inerentes aos procedimentos adotados pelos órgãos públicos responsáveis. Cabe ao Flamengo agora respeitar a decisão da CBF e disputar a partida em Volta Redonda.

Por fim, o Flamengo gostaria de reiterar que não abrirá mão de suas premissas de ética e austeridade para atingir seus fins. Para o Flamengo, não há preço para o bem-estar dos cidadãos cariocas. Por tudo isso, esperamos que o mesmo rigor aplicado para a aprovação do estádio do Flamengo na Ilha seja regra geral nas instalações esportivas de outros eventos.

O estádio da Ilha de hoje é melhor que o de ontem e o Brasil de amanhã há de ser melhor que o de hoje”.

Arão vira polêmica menor

A Arena da Ilha não é a única polêmica recente que envolve Flamengo e Botafogo. Tudo piorou quando Willian Arão foi contratado no ano passado do Alvinegro para o Rubro-Negro. O tempo passou e a perseguição ao volante diminuiu, mas ele não considera o jogo comum.

São bastantes episódios que afloram essa disputa. Da minha parte sempre houve muito respeito. Vou lutar como se fosse último prato de comida – avisou o jogador, praticamente intocável no meio-campo do Flamengo.

Mesmo que a perseguição tenha diminuído em campo, Arão sabe que em meio ás trocas de farpas por causa da Arena da Ilha, a hostilidade pode aumentar apesar do jogo ser em Volta Redonda. O meio-campo encara o jogo como a chance de recuperação no Brasileiro.

– Não é mais uma partida, é um clássico e é diferente a atmosfera. Sempre tive muita vontade, apesar das hostilidades que recebia, que era normal – resignou-se.

Extra

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